Wednesday, September 22, 2010

Escravo do meu amor


Te fiz escravo do meu amor.
Das minhas entranhas fiz senzala,
onde a paz e um doce cheiro exala
para aliviar teu tesão, teu calor.

Do meu corpo fiz teu tronco.
Dos meus beijos fiz o açoite
que te castigam com fervor,
há cada dia, ao cair da noite.

Preso a minha vida, é a tua sina.
Da tua felicidade sou alforria.
Sou tua senhora libertina,
que te dá prazer, que te arrepia!

Lianah Mautoni

Sunday, September 19, 2010

Para um amor ausente



Um dia você chegou
de uma forma diferente.
Não me trouxe teu cheiro,
nem teu corpo se fez presente.
Teus beijos ficaram perdidos
no frescor de outras bocas.
O sussurro dos teus gemidos,
que por certo, me deixariam louca,
ecoaram ardentes no espaço
existente entre teus braços
e os abraços de outra.
Um dia você chegou...
Neste dia, minha vida mudou.
Meus sentidos tomaram direção,
se deixaram levar pelos sonhos,
incendiaram meu coração.
Desde então, me fiz tua
mesmo sem ter você
para acariciar minha pele nua,
sem ter teus beijos, teus gemidos,
mãos ardentes, olhares perdidos.
Um dia você chegou...
Hoje, eu posso entender
porque consigo viver sem você.
Não nasci para ser dona do teu corpo.
Nasci para deslizar em sonhos,
para mergulhar em fantasias,
para te cantar em poesias,
para te sentir devagar, com calma.
Nasci para ser dona da tua alma!

Liana Mautoni


Dona de mim




Minha sina,
me fascina.

Meu trajeto,
eu projeto.

Meu destino,
eu determino.

Um amor?
Quero...
Chamo...
Espero

Quando vem,
eu vivo.
Não corro!

Quando não vem,
não choro,
não morro.

Neste vai-e-vem,
vou vivendo meus dias,
vou compondo poesias
e enganando a todos, enfim
que sou a dona de mim!

Liana Mautoni

Despertar



Em sonhos,
viajo até você.
Ausento-me de mim
para viver um amor sem fim.
Quando chega o amanhecer,
sinto-te tão certo...
tão perto...
Que da solidão,
desperto!

Liana Mautoni

Saturday, September 11, 2010

Meu diário



Sugo de mim
toda a essência.
Relato vivências
Gravo os sonhos
Descrevo ilusões
Arranco emoções
Neste relicário
chamado diário,
deposito meu eu
escrito com magia
em forma de poesia!

(Liana Mautoni)

Segredando



Seu suor?

Sabor salgado,

safado, sagrado,
seiva selvagem.

Seu semblante?

singelo, sincero,
sensato, sonhador,
sem stress.

Seu sorriso?

simples, submisso,
sinaliza segredos
seduz sem sentir.

Seu sexo?

Sacia sede,
sangra sentidos,
sela saudade!

(Liana Mautoni)


(todas a palavras começam com a letra "S')

Criança


O tempo passou,
a saudade ficou.
Tornei-me adulta.
Mas, dentro de mim,
nada mudou!
Sou alegria.
Sou fantasia.
Tenho no olhar,
a luz da esperança.
Conservo o sorriso,
o jeito preciso,
da menina levada
de cara lavada
cabelos de trança
daquela criança!


(Liana Mautoni)

Fertilidade poética


Minha alma viajou
para o fundo de mim,
arrancou sentimentos
e me fez escrever.
Foram versinhos bregas,
iguais saias de pregas.
Cheios de rimas pobres,
barrigudinhas, esfomeadas.
Vítimas do modernismo,
vivendo do concretismo
da grande verdade,
dos que pensam
que ter capacidade,
é escrever para agradar
toda uma cidade.
Meus versos brotaram
de um terreno fértil,
semeado de emoções.
Atingiram corações,
provocaram arrepios,
falaram de amor.
Mostraram quem sou!
Arrancaram suspiros
de seres sensíveis,
fazendo-me entender
que, para escrever...
Basta colocar o coração
para guiar o lápis na mão!


(Liana Mautoni)

Doce vingança


Minha
doce vingança
é a que deixei
na tua lembrança.
Esse meu jeito
eloqüente
atrevido
ardente
que ficou gravado
na tua mente!

(Liana Mautoni)

Amor tímido




Quando eu passo...
Quando tu passas...
A cabeça abaixo.
Sinto teu olhar penetrar
a emoção me invadir
e o coração acelerar!
Quando eu passo...
Quando tu passas...
Fica no corpo o ardor,
no ar fica teu cheiro
nos olhos fica a paixão
e um vazio no coração.
Quando eu passo...
Quando tu passas...
Tudo passa...
Só a sensação da tua presença
é que não passa.
Quisera passar, parar,
olhar e ter a coragem
de em teus braços me jogar!


(Liana Mautoni)

O meio



Eu sou o meio.
Sem princípio, sem fim...
O equilíbrio e a razão,
fazem parte de mim!
O começo é escuro...
O final é obscuro...
O meio é agora!
Não tem hora...
É o elo de tudo...
Da bondade e da maldade.
É a porta do nunca.
Realidade do sempre.
Atalho do infinito.
Muro da mediocridade.
É o espelho da verdade!
É o entremeio,
do curto espaço
entre nascer e morrer.
É o hoje!
Sem lembranças do ontem...
Sem esperanças do amanhã...
É o grande marco
das decisões e indecisões.
Das idas e vindas.
Onde tudo é possível.
Onde tudo acontece.
Onde meu corpo esfria.
Onde minha vontade aquece.
Onde assisto abismada,
a grande guerra fria
entre o tudo e o nada,
entre a ganância e o poder
o sorrir e o sofrer!
(Liana Mautoni)

Rabisco

joynilsonart.blogspot.com




De um risco,
traço meu rabisco
e uma face arrisco.
Olhar parado
eu não pisco,
quando feliz te avisto!

(Liana Mautoni)

Mãe



A boneca do passado,
foi o retrato falado
do teu filho gerado.




(Liana Mautoni)

Sofia Corban




















S e eu pudesse criar asas e voar
O usaria o infinito desbravar
F incaria na lua uma bandeira
I mponente, leal, verdadeira
A lmejando para ti a vida inteira


C aminhos floridos de esperança
O ceanos profundos de muito amor
R iso solto da eterna criança
B eleza pura da mais linda flor
A os anjos do Senhor eu pediria
N inar teu sono com ternura e poesia!




(Liana Mautoni)

Homem maduro





















H oje eu entendo por que
O s grisalhos me encantam.
M eu corção pulsa ao ver,
E stes seres elegantes,
M ais bonitos do que antes!

M aliciosos, sabem olhar
A silhueta de uma mulher,
D eixando um desejo no ar.
U nicos, sábios, brilhantes
R omânticos, bons amantes.
O tempo só te faz melhorar!

(Liana Mautoni)

Mulher madura



Sou
como as borboletas.
Sofro metarmofoses.
Vivo facetas.
Já fui coração,
hoje, sou mistura,
de emoção e razão.
Já fui pura,
hoje, nem tão pura.
Tenho um lado bandido.
Um jeito atrevido.
A grande verdade,
é que esta ambigüidade
tornou-me segura.
fez de mim mulher madura!


(Liana Mautoni)

O beijo que eu daria em tua boca






Chego do nada,
como quem nada quer.
Atrevo um olhar,
confiante em encontrar
os teus olhos desejosos,
oferecendo esta tua boca
que me deixa louca.
Aproximo-me lentamente,
com o coração acelerado
em um rítmo desordenado.
Minha pele arrepia.
Meus lábios se oferecem.
Com a respiração ofegante,
com o peito arfante,
chego a conclusão,
que seria bobagem pouca
eu descrever o beijo,
que daria em tua boca,
pois, quem pode prever
a força de um furacão?
Quem pode sobreviver
à destruição de um temporal?
Quem pode entender
a atração que existe
entre a lua e o sol?
Porém, aquele que conseguir,
sentir o enorme tesão
que o mar tem pela pela areia,
saberá entender como seria,
o beijo que eu daria em tua boca.

(Liana Mautoni)

Friday, September 10, 2010

Que me venham as borboletas



Que me venham as borboletas
trazendo liberdade e beleza,
deixando-me seu vôo sem rumo
e a certeza de que a incerteza,
ficará por terra esquecida.
Que me venham as borboletas
trazendo-me sonhos, alegrias,
colorindo de esperança minha vida,
enfeitando de amor os meus dias.
Libertando-me! Dando-me alforria!
Que me venham as borboletas
com suas asas delicadas de veludo,
acariciar meu corpo, fazer sentir
teu peito peludo, tua boca ardente,
deixar-me louca, demente.
Que me venham as borboletas...
Quero voar! Conquistar!
Quero alçar o vôo do meu desejo,
sentir a natureza do teu corpo.
Quero pousar no teu jardim
e sentir o teu perfume de jasmim!

(Liana Mautoni)

Um mundo aos tes pés



Estiquei os braços do querer,
toquei as estrelas do céu.
Com as mãos do poder
as envolvi em um véu,
trazendo-as para o universo
deste mundo submerso,
que existe no meu eu
e que tão sabiamente,
você o fez, tão somente teu.
Com meus dedos de veludo,
roubei todo brilho da lua,
para iluminar o sorriso
que minha boca efetua,
quando teu olhar preciso
o meu corpo desnuda
deixando-me tonta, sem ar.
Com o coração apaixonado,
uni o céu, a terra, o mar,
criei um mundo submerso
que gira em torno dos meus versos,
fazendo-se noite, fazendo-se dia,
trazendo-me o sol, trazendo-me a lua
nas asas dos sonhos, da poesia
e que ao sabor das minhas marés
vou depositando aos teus pés!


Liana Mautoni

Lobo vadio




O dia se despede
e dá lugar a noite.
A solidão faz doer,
tal qual açoite.
Fere-me a alma...
Tira-me a calma...
Os raios da lua,
invadem meu quarto
e banham de prata
minha pele nua.
Meus pensamentos,
viajam até você
e revivem momentos
difícies de esquecer.
Mergulhada em devaneios,
desejo ser tua caça
minha fera selvagem.
Com fúria. Sem mordaça.
Com carícias ardentes,
lambidas, unhas e dentes.
Venha meu lobo vadio,
acalente meu cio.
Quero ouvir teu uivo,
ecoar na escuridão
desta fria madrugada
e tirar do meu coração,
as pegadas desta solidão!

(Liana Mautoni)

Suspiro de prazer



As pernas bambeiam,
o coração acelera,
as hemácias chicoteiam
minhas veias e vasos.
Um frio percorre a espinha.
O ar me foge, me espezinha!
Meus olhos reviram,
minha boca saliva.
Minhas entranhas se abrem
e me fazem sentir viva,
quando em um suspiro de prazer,
deixo escapar em forma de gemido
todo o gozo que está contido
no meu tesão por você!

(Liana Mautoni)

Amor escondido


Nosso
amor
guardado
escondido
safado
que
nos
rouba
o
sentido
se
faz
declarado
em
qualquer
lugar
através
do
brilho
do
nosso
olhar!


(Liana Mautoni)

Acabou. Boa sorte!!


Acabou.
Boa sorte!
Será a morte
que deleta a vida?
Será um doce,
um prato de comida?

Acabou.
Boa sorte!
Você vai para o Sul
eu desbravo o Norte
navegando neste mar azul
sem medo, procurando ser forte.

Acabou.
Boa sorte!
Ficarei a deriva,
até que meu corpo aporte,
em outro corpo sobreviva
e a tua lembrança aborte!

(Liana Mautoni)

Bruxa



Mulher poderosa,
altiva e prosa.
Dona de magia
Musa de poesia
Olhar que encanta
Jeito de Santa
Trejeito safado
Sorriso danado
Caldeirão de prazer
que sabe mexer.
Que tem a poção,
do amor, do tesão.
Mulher que enfeitiça
Mulher que atiça
Mulher misteriosa
Boca venenosa
Corpo ardente,
oferecido, demente,
que esconde a maçã,
veneno do prazer
que mata e que faz viver!

(Lianah Mautoni)

Premonição




Tento desligar-me.
Entrar em alfa.
Fugir da realidade
para despudoradamente jogar-me
dentro do meu eu que pulsa
a mais pura verdade.
Tento arrancar de mim
confissões escondidas,
vontades, desejos sem fim
que coram de carmim,
este meu rosto angelical
que esconde uma fêmea
sedenta e sensual.
Procuro transformar-me
na mulher que habita meu eu,
para na loucura, entregar-me
para um amor que seja só meu.
Mergulhada em devaneios,
minhas mãos vão levitando,
em artesã me transformo
e um rosto com sorriso adorno.
Diante da minha melhor obra
meu coração pulsa e prevê,
em um curto espaço de tempo,
na minha vida você acontecer!

(Lianah Mautoni)